segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O recheio da minha barriga usa boné


Poizé... contrariando sonhos e presságios o serzinho que habita meu ambiente barrigal tem um belo piu-piu que não nega seu XY.
Ainda estou conversando com o pessoal do processamento de informações do cérebro pra absorvermos essa notícia.
Confesso certo susto inicial, afinal de contas já me visualizava caminhando pelos shops da vida com minha pequena fazendo as vezes de um acessório chique. Fantasiava roupinhas, tiaras, brinquinhos e um monte de rosa e lilás inundando nossos dias.
Nunca entendi muito bem o mundo dos meninos. Nunca fui daquelas garotas que tem milhares de amigos do sexo oposto, que descia de skate a ladeira de casa ou pegava onda no meio da molecada.
Muito pelo contrário, tinha meu grupinho de amigas e gostava de fantasiar festas, casamentos e reuniões com barbies... e só.
Tenho certa dificuldade de compreender a graça dessas brincadeiras de lutas, das competições de “garoto cascão do bairro” e o valor de nojeiras ligadas a melecas, puns e arrotos.
Mas a gente tai pra aprender, mermão. Força na peruca e na capa do Batman porque daqui alguns anos vou estar sabendo tudão do Bem 10, Gi Jou e seus semelhantes.
Masssss, fica a promessa, MEU REBENTO NÃO VAI COMER MELECAS E NEM COÇAR O SACO DE 2 EM 2 MINUTOS!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

E o tal do batizado?



Na vida a gente aprende a contemporizar e aceitar as diferenças de opiniões daqueles que estão próximos a nós e são importantes de alguma forma.
Claro que é difícil, e um exercício diário, exercer a maturidade necessária para admitir todos os pormenores.
Existem convenções sociais que muitas vezes precisam ser seguidas e é muito mais fácil conviver em sociedade quando acompanhamos o ritmo. Afinal de contas é trabalhoso ao extremo ter sempre objeções e viver no contra argumento.
Sendo assim não vejo nada demais em agradar familiares e amigos queridos que consideram importante a instituição do batismo na vida de uma criança.
Foco meu olhar na parte divertida e me entrego a escolher roupinhas fofas pro rebento e organizar a reuniãozinha pós rito religioso repleta de brindes e petiscos.
Além disso, pensando no lado prático da questão, caio na possível escolha de instituição de ensino com enfoque religioso que talvez fosse inviabilizada pela cabeça dura dos genitores. Ou seja, bistequinha não poderia estudar num São Bento da vida, caso quisesse. Há também a futura questão do casamento na igreja caso ele deseje, daqui uns 30 anos, craro. Devo atentar ainda para a possibilidade de bisteca querer apadrinhar o filho de algum amigo por exemplo.
Sendo assim não sou contra, simplesmente sou indiferente.
E aquele lance, se pra mim não faz diferença porque não fazer essa diferença na vida de outra pessoa que realmente se importa?
“Fazer o bem sem olhar a quem” esse é o mantra, papapa!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

“Imagine all the people sharing all the world”


Hoje acordei pensando em religião e crenças. Levantei ponderando sobre a importância de um encaminhamento espiritual ao pimpolho.
Nunca fui uma pessoa religiosa. Nunca tivemos o hábito de freqüentar igrejas, templos ou mesmo centros espíritas.
Nunca oramos antes das refeições ou agradecemos a uma força indistinta após nossas conquistas e vitórias.
Mas não nego certa fé. Confesso que sou movida pela confiança e convicção, não em Deus ou em poder superior, mas sim no ser humano.
Sou do povo, minha gente. Sei que parece até papo de político mas analisando a questão penso que a verdade seja exatamente essa:
Sempre acreditei muito mais nas pessoas do que em qualquer outra instituição. Creio no livre arbítrio acima de tudo e coloco minhas esperanças e medos em meus semelhantes.
Estranho pensar mas acredito muito mais em meu vizinho, no mendigo da esquina e no seu Antônio da padaria.
Não sei se simples palavras são capazes de expressar a complexidade dessa linha de raciocínio.
Espero que fique bem claro que não estou menosprezando a crença de ninguém mas prefiro dar meu dinheiro, meu tempo, minha disposição, minha companhia e principalmente  minha fé a quem está ao meu alcance e convive no mesmo mundo que eu.
Aprendi desde muito nova que religião não é um assunto aberto a debates pois não existe explicação ou argumentação para a teologia.
As pessoas simplesmente acreditam, ponto. Muitas vezes não se dão ao trabalho de estudarem, se informarem e buscarem embasamento para todas as palavras proferidas como mantras.
Tenho vários defeitos, vários mesmo. Mas não aceito ser papagaio e repetir como boba os dizeres de alguns poucos que pensam representar uma força maior capaz de tudo ver, saber, escolher e decidir. Oi?
Ou seja, prefiro criar um filho com caráter e respeito ao tangível, sejam pessoas, plantas, fósseis, animais, roupas, dinheiro, fungos ou até pepinos do mar, do que um indivíduo sem senso crítico, sem opinião pessoal ou que siga o coração e os pensamentos de outrem.
Minha fé segue muito mais nessa direção, na busca pela formação de um homem ou de uma mulher respeitosa, coerente, bom caráter, correta e principalmente questionadora. Acima de tudo questionadora, afinal de contas tem tanto mundão aí fora pra ser descoberto que meu maior sonho e incutir no pimpolho a noção de curiosidade.
E viva a diferença, meu povo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

"Que medo alegre, o de te esperar"



Feijão, a partir de hoje vou te promover a bistequinha visto seu tamanho avantajado e o volume descomunal que sinto no baixo ventre.
Pois bem bistequinha, hoje completamos 20 semanas juntos.
Tem noção que metade do caminho já passou?
Ao mesmo tempo que anseio por uma máquina do tempo que acelere essas vinte semaninhas restantes morro de medo de que passe rápido demais e você chegue antes de eu ter aprendido shantala ou maiores detalhes sobre fraldas, banhos e aleitamento.
Nesse quesito aleitamento confesso um leve pânico. Sei, eu sei, que é natural, é animal, é evolutivo... blabla.
Mas acho esquisito pra mais de metro, bisteca.
Fora detalhes pavorosos que vem chegando aos meus ouvidos sem o menor cuidado ou preparação.
Esses dias me deram a dica de esfregar os mamilos com esponja de louça, visto que engrossar a região é importante pra evitar rachaduras e machucados.
Comofaz pra achar normal esfregar os peitos com esponja de tirar craca de frango assado do tabuleiro? 
É malandro, é essa mesma esponja verde e amarela que mora ao lado do detergente e do rodinho de pia. 
Genteeee, para o mundo que eu quero descer!!!
Ultrapassado esse aspecto vem a segunda vertente não menos assustadora: Tomar sol na área.
Alguém avisa pro pessoal que tem essas idéias esdruxulas que nós meninas somos treinadas a vida inteira a guardar um certo pudor da nossa meninice. Aquele lance do sentar de pernas fechadas, não falar palavrão e NÃO MOSTRAR OS PEITOS POR AÍ.
Oi? Agora pode? 
Pode nãooo...
Oh coisa esquisita.
Dra Periquita, muito marota, me dá o brilhante idéia de recortar duas bolatas na altura correta em uma camiseta regata e sair por aí fazendo exposição da figura.
Mentira, essa segunda parte ela não disse mas ficou implícito, acho eu.
Esse pessoal deve estar bebendo muita água de privada. Só pode.
E mais uma questão pro caderninho de pendências sem solução da mamãe Helena.

Curtinhas:
- Bisteca, amanhã vamos embarcar na nossa primeira aventura juntos. Prometo fotos del barrigon ao sol, for sure.
- Seu pai comprou uns presentes maneiros pro primo Vicente. Pode começar a ter ciúmes desde já, bistequinha. Tem umas canetinhas de tinta removível pra escrever nos azulejos do box que até eu quero.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Vamos a la playa


Ozzy sempre me pareceu um cão peculiar.
A pose aristocrática e seus maneirismos únicos me faziam desconfiar de suas origens. 
Após vastas pesquisas descobrimos que ele descende da família Mayflower, oriunda dos confins do império britânico.
Ao que tudo indica os malteses foram levados ao campo de batalha na primeira guerra mundial pelos ingleses. 
No começo apenas como cães de companhia mas rapidamente revelaram outras habilidades imprescindíveis no decorrer do conflito.
É notório que a grande guerra foi travada principalmente nas trincheiras e é justamente nesse quesito da engenharia militar que os pequenos branquinhos se encaixam.
Os estudos mostram que os cachorros foram os grandes responsáveis por cavar trincheiras. 
Para tanto bastava que se os soldados soltassem pequenos objetos arredondados e dessem o comando: Bola!
Os maltases cavavam e cavavam como se suas vidas dependessem do desempenho de suas patinhas. 
E assim foi feita a história das trincheiras na primeira guerra mundial.
Ozzy como bom representante da raça não nega sua ascendência e demonstra com maestria o poder de uma bola perdida em um pedaço de areia.
Fica a homenagem a esses cães guerreiros que mudaram o caminho da humanidade lol

Segue abaixo a sequência impressionante de um dos grandes representantes do clã Mayflower:





O bichinho não é filho de sangue, como feijão, mas é do coração. 
Apareceu na minha vida pra me ensinar um porrilhão de coisas sobre responsabilidade, respeito, lealdade, amor incondicional e principalmente determinação.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Tomando forma

Feijão já colocou seus micro pés no mundo capitalista e vem juntando presentinhos fofos de pessoas queridas:


Mãe de feijão também foi agraciada com alguns mimos:


Fora, é claro, ligações, emails, visitas, torpedos, beijinhos e abraços. Coisa boa dessa vida é ter quem nos queira bem, hein? ai ai! 
Quer saber? Hoje tô feliz!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Até breve


Carta ao guaraná zero:

Amigo, vivemos muitos momentos juntos.
Dividimos alegrias, tristezas, canudos, copos e goladas direto no gargalo.
Assistimos partidas de futebol, tênis e basquete.
Vimos shows, episódios de Friends, Two and a half men e the Big bang theory.
Ficamos na internet, jogamos war e cancan.
Fomos a barzinhos e noitadas.
Curtimos o visual da lagoa ou do calçadão de copa.
Nos enchemos de gordura trans no McDonald´s e no outback.
Já viajamos pro nordeste, região dos lagos, São Paulo e até Argentina, lembra?
Fomos felizes em todos esses anos, eu sei.
Mas chegou a hora de darmos um tempo.
Você deve estar se perguntando o motivo.
Não pense que a culpa é sua, por favor.
Ontem tive a sensação de sentir feijão mexendo.
Fiquei na dúvida: Será que foi ele mesmo ou foram gases das latinhas que insistem em pular da geladeira pro meu copo e do copo pra minha boca?
Deve ser terrível ter uma mãe que confunde movimentos fetais com gases intestinais.
E nesse contexto o inevitável se fez real: Preciso parar!
Nos vemos em 6 meses, amigo.


E pra acabar com a tristeza:

- Maroca, feliz aniversário. A prima te ama ao infinito e além!!!